Segunda-feira, 10 de Março de 2014

Psitrões enquanto base dos psemes e os " psychons " do pensamento

Psitrões enquanto base dos psemes e os “ psychons “ do pensamento

 

Consideram-se, neste artigo, alguns artigos meus, a saber, Psemes: para além dos genes e dos memes ( Resende, 2010 ), Psemes: Evolução por Selecção Psicológica          ( Resende, 2010 ), Evolução por Selecção Psicológica Lamarckiana ( Resende, 2010 ), Psitrões enquanto base dos psemes e suas relações com a histeria e a obsessão             ( Resende, 2010 ), Influência da transmissão psemética por género e por tipo de personalidade ( Resende, 2010 ), A telepatia e suas relações com os psitrões enquanto base dos psemes ( Resende, 2011 ), Características psitrónicas dos inconscientes colectivo e pessoal: a autotelepatia ( Resende, 2011 ), Distinção entre heterotelepatia e autotelepatia ( Resende, 2011 ) e Psemes: fundamentos perinatais e transpessoais     ( Resende, 2012 ), para depois se fazer uma referência bibliográfica relativa aos psitrões enquanto base dos psemes, com os “ psychons “ do pensamento a assemelharem-se a esses psitrões.

 

Assim, de base, deve ter-se a noção dos psemes enquanto unidades de evolução psicológica, enquanto unidades psicológicas de transmissão intergeracional. Os psemes serão pensamentos inconscientes que são constituídos enquanto complexos, ou conjunto de complexos, inconscientes, complexos estes enquanto conjunto de disposições psicológicas, psicológica e significativamente relacionadas. Os psemes terão características Lamarckianas, no sentido de os complexos inconscientes poderem ser modificados durante a vida do indivíduo, com as modificações a serem transmitidas às gerações seguintes. Já os psitrões perspectivam-se enquanto partículas psicológicas que subjazem os psemes, da mesma maneira que o inconsciente, ego e consciente se constituirão enquanto instâncias psíquicas. Relacionando os psitrões com a histeria e a obsessão, dir-se-à que a histeria é caracterizada por psitrões curtos e que a obsessão é caracterizada por psitrões longos. Isto porque a tendência para a satisfação imediata do histérico tem por base psitrões que estariam associados à memória curta, daí o recalcamento histérico, e à inibição dos receptores psitrónicos associados à memória a longo prazo, enquanto que a tendência para o adiamento da satisfação, característica da obsessão, e relacionada com o juízo de condenação, teria por base psitrões que estariam associados à memória a médio e a longo prazo, e à inibição dos receptores psitrónicos associados à memória a curto prazo. Tem-se, pois, a histeria com psitrões curtos e a obsessão com psitrões longos.

 

Relativamente à influência da transmissão psemética, ter-se-à que com pai e mãe histéricos, o filho tenderá a se caracterizar por psitrões curtos, enquanto que com pai e mãe obsessivos, o filho tenderá a se caracterizar por psitrões longos. Haverá, portanto, respectivamente, dominância de psitrões curtos e de psitrões longos. Já com mãe histérica e pai obsessivo, o filho tenderá a se caracterizar por psitrões longos, havendo dominância psemética de obsessão sobre a histeria, considerando-se, neste sentido, a importância  e influência da presença da figura paterna na continuidade psicológica do indivíduo, e a característica psitrónica de os psitrões longos se caracterizarem psemeticamente por um maior alcance, talvez por razões filogenéticas. Quanto a uma mãe obsessiva e a um pai histérico, e considerando o inter-relacionamento dos factores em jogo, ter-se-à uma co-dominância dos psitrões curtos e longos, tendo em conta, sobremaneira, as diferenças, para o desenvolvimento do filho, da presença da figura materna e da presença da figura paterna. Neste último enquadramento de histeria e obsessão, perspective-se que, embora a mãe se caracterize por psitrões longos, e portanto, com uma transmissão psemética de maior alcance, o facto de um pai, tendo em conta a importância psicológica da presença da figura paterna, particularmente pela triangulação edipiana, se caracterizar por psitrões curtos, levará a que, posteriormente, se entre em co-dominância.

 

Quanto à telepatia, dir-se-à que o telepata obsessivo se caracterizará por características telepáticas de maior alcance, o que se enquadrará por uma maior distância e provavelmente maior intensidade, do que o telepata histérico, que terá características telepáticas de menor alcance, portanto de menor distância e intensidade. Isto, considerando que no telepata obsessivo predominarão psitrões longos e que no telepata histérico predominarão psitrões curtos. Considerando agora meios como televisão, cinema, rádio, videoconferência ou, por exemplo, videochamada num programa de mensagem instantânea na Internet, podemos caracterizá-los como aproximando, tornando mais curtas as distâncias, mas com a característica presente de representar algo a uma maior distância do que evidencia. Assim, na utilização de telepatia através destes meios, o telepata obsessivo vê encurtado o seu alcance enquanto que o telepata histérico vê esse alcance ser aumentado, em que dir-se-à que o obsessivo é atrofiado com estes meios enquanto que o histérico é potenciado. Deste modo, a telepatia histérica será mais materialista e a telepatia obsessiva mais idealista, o que é coerente, por exemplo, com o materialismo capitalista das sociedades histéricas matriarcais capitalistas, considerando a histeria mais tipicamente feminina. Resumidamente, tem-se que com materiais de contacto, de aproximação, o telepata histérico, com seus psitrões curtos, funciona melhor, e que sem esses materiais, estritamente de ser para ser, será o telepata obsessivo, com seus psitrões longos, a funcionar melhor. No caso dos histéricos, tenha-se em conta a típica superficialidade dos relacionamentos e como isso se conjuga com os característicos psitrões, precisamente curtos, enquanto que nos obsessivos a maior intensidade típica das vinculações conjuga-se bem com as características telepáticas já indicadas de maior intensidade.

 

Voltando às questões filogenéticas e ao maior alcance psemético dos psitrões longos no obsessivo, tipicamente masculino, dir-se-à que o inconsciente colectivo, que se constituirá enquanto vestígios de experiências passadas da Humanidade, particularmente pelas questões associadas à memória a longo prazo, caracterizar-se-à por uma espécie de autotelepatia, em que cada indivíduo contribuirá para a memória colectiva através destes movimentos autotelepáticos. Ao nível desta memória longa, teríamos questões como a reflexão sobre o passado e o planeamento do futuro, que se caracterizariam por movimentos psíquicos, ou mais precisamente, psitrónicos autotelepáticos, para o passado e para o futuro. Estes movimentos autotelepáticos, para o passado e para o futuro, explicarão, em boa medida, os fenómenos das premonições e dos déjà vu. Assim, temos que no caso das premonições, os movimentos autotelepáticos irão do futuro para o passado, do momento X1 para o momento X0, ou presente, enquanto que nos déjà vu, os movimentos autotelepáticos irão para o passado e para o futuro, do momento X2 para o momento X0 relativamente ao momento X1, de forma a que quando se passa por X1, sente-se que já aconteceu. Em termos de arquétipos, esta autotelepatia também poderá explicar porque é que os arquétipos, por exemplo, de Herói ou de Mãe, sejam mais fortes nuns indivíduos do que em outros. Considerando-se, como Jung, os arquétipos enquanto propensões psíquicas, tendências probabilísticas, os movimentos autotelepáticos funcionarão como actualizadores das tendências, em que uma determinada propensão é mais privilegiada do que outra. Da mesma maneira, mas mais ao nível de uma memória média, se pode caracterizar o inconsciente pessoal. Temos, então, a transmissão autotelepática intergeracional e intraindividual do inconsciente colectivo e a transmissão autotelepática intraindividual do inconsciente pessoal. Dir-se-à ainda que as descrições autotelpáticas são reminiscentes de quando se fala de experiências de vidas passadas, que se podem alcançar, por exemplo, através de hipnose regressiva, em que se está a falar do fenómeno da reencarnação.

 

Distinguir-se-à a autotelepatia da telepatia de ser para ser, ou heterotelepatia.

 

Tendo em conta as minhas elaborações, quanto à telepatia, terem surgido numa aproximação à realidade última, a nível mental, poder-se-à dizer que na caracterização geral da telepatia, poderemos aproximar a heterotelepatia ao estado holotrópico, tal como considerado por Stanislav Grof, que nos diz que o estado holotrópico é um estado alterado de consciência que se caracteriza por ir na direcção da totalidade. Surgindo esta noção no âmbito da Psicologia Transpessoal, outra noção desta área permitirá caracterizar melhor esta heterotelepatia, que são os campos alargados de consciência. Introduzo, de seguida, a noção da autotelepatia como se caracterizando por campos alargados de inconsciência. Temos, então, a heterotelepatia enquanto relacionada com a consciência e a autotelepatia enquanto relacionada com a inconsciência. Voltando aos psemes, constituindo-se eles enquanto complexos inconscientes, os mesmos transmitem-se interindividualmente, quer pela sua apreensão inconsciente como também, por exemplo, por comportamentos e verbalizações. No contexto, os psemes fundeiam o inconsciente, particularmente o inconsciente colectivo e o inconsciente pessoal, e influenciam o consciente, particularmente pela consciencialização dos fenómenos inconscientes, e lapsos inconscientes, que irá permitir, por exemplo, os campos alargados de consciência, onde se incluirá a heterotelepatia. Temos, pelo descrito, os psemes com características quer heterotelepáticas quer autotelepáticas.

 

Quanto aos fundamentos perinatais e transpessoais relacionando-se com os psemes, é crucial notar a associação de similitude que Stanislav Grof, um dos fundadores da Psicologia Transpessoal, faz, entre os seus COEX, ou sistemas de experiência condensada, e as ideias de Jung quanto aos complexos psicológicos. Para Grof, os sistemas COEX são encarados como princípios organizadores gerais da psique humana. Os COEX estão associados, para além dos dados biográficos pós-natais, a experiências peri-natais ( trauma do nascimento ) e transpessoais, particularmente, memórias colectivas do inconsciente colectivo, ao nível filogenético. Para Grof, o domínio perinatal da psique humana representa uma entrada importante para o inconsciente colectivo no sentido Junguiano. É que a identificação com a criança que enfrenta a provação de passagem pelo canal de parto parece dar acesso a experiências que envolvem pessoas de outras épocas e culturas. Para mais, este autor refere as interligações íntimas entre acontecimentos da nossa história biológica e os arquétipos Junguianos. Já as experiências transpessoais relacionam-se com experiências de vidas passadas, arquétipos Junguianos, identificação consciente com vários animais e outros e, mais em geral, com memórias ancestrais, raciais, colectivas e filogenéticas, experiências cármicas e com a dinâmica arquetípica. Denote-se, então, que os sistemas perinatais e transpessoais de Stanislav Grof relacionam-se com os psemes e, coerentemente, fundamentam a ideia de transmissão dos psemes de geração em geração, ao longo das gerações, como também quanto ao facto de os psemes constituirem-se enquanto objecto de evolução psicológica humana.

 

Agora, indo de encontro aos “ psychons “ do pensamento, temos J. B. Rhine                    [ ( Hemmert & Roudene, Correia, M. ( Coord. ), ? ], que começa por submeter os trabalhos sobre a Percepção Extra-Sensorial a critérios quantitativos. Procura um método de investigação muito rigoroso, escolhendo as cartas Zener e o método Fischer. Os resultados são positivos: a transmissão do pensamento ultrapassa as coincidências possíveis. Entre os cientistas que continuaram a obra de Rhine está o inglês W. Carington, cujas experiências deixaram supor que existe nos seres humanos um fundo comum de subconsciência, o que equivale ao subconsciente colectivo de Jung. Carington imagina “ psychons “, espécie de partículas psíquicas que atravessam o tempo e o espaço, comparáveis aos iões e protões que nos chegam dos astros.

 

Podemos, então, comparar os “ psychons “ e os psitrões, quer por se constituirem enquanto partículas psíquicas quer por as mesmas atravessarem espaço e tempo, no fenómeno telepático, em que estando ambas relacionadas com o inconsciente colectivo e com os campos alargados de consciência e de inconsciência, poderemos supor que a autotelepatia estará mais relacionada com o tempo e que a heterotelepatia, ou telepatia de ser para ser, estará mais relacionada com o espaço, em que temos, de alguma maneira, consciência mais associada ao espaço e inconsciência mais associada ao tempo.

 

 

Bibliografia

 

Hemmert, D. & Roudene, A., Correia, M. ( Coord. ) ( ? ). O espírito humano – 1 in Grandes Enigmas Do Homem. Amigos do Livro, Editores, Lda.

 

Resende, S. ( 2010 ). Psemes: para além dos genes e dos memes em www.redepsi.com.br, na secção Artigos/Teorias e Sistemas no Campo Psi em 27/05/2010

 

--------------- ( 2010 ). Psemes: Evolução por Selecção Psicológica em www.redepsi.com.br, na secção Artigos/Teorias e Sistemas no Campo Psi em 01/09/2010

 

--------------- ( 2010 ). Evolução por Selecção Psicológica Lamarckiana em www.redepsi.com.br, na secção Artigos/Teorias e Sistemas no Campo Psi em 29/09/2010

 

--------------- ( 2010 ). Psitrões enquanto base dos psemes e suas relações com a histeria e a obsessão em www.redepsi.com.br, na secção Artigos/Teorias e Sistemas no Campo Psi em 24/11/2010

 

--------------- ( 2010 ). Influência da transmissão psemética por género e por tipo de personalidade em www.redepsi.com.br, na secção Artigos/Teorias e Sistemas no Campo Psi em 26/11/2010

 

--------------- ( 2011 ). A telepatia e suas relações com os psitrões enquanto base dos psemes em www.redepsi.com.br, na secção Artigos/Teorias e Sistemas no Campo Psi em 06/02/2011

 

--------------- ( 2011 ). Características psitrónicas dos inconscientes colectivo e pessoal: a autotelepatia em www.redepsi.com.br, na secção Artigos/Teorias e Sistemas no Campo Psi em 14/02/2011

 

--------------- ( 2011 ). Distinção entre heterotelepatia e autotelepatia em www.psicologado.com ( proposto a 03/2011 )

 

--------------- ( 2012 ). Psemes: fundamentos perinatais e transpessoais em www.psicologado.com ( proposto a 03/2012 )

publicado por sergioresende às 12:01
link | comentar | favorito
Sábado, 26 de Outubro de 2013

Complemento a Teoria dos Jogos, Teoria da Realidade e evolução psicológica da espécie humana

Descrevendo inicialmente o meu artigo Teoria dos Jogos, Teoria da Realidade e evolução psicológica da espécie humana ( Resende, 2012 ), complemento depois o mesmo com informação advinda de uma entrevista realizada por uma enfermeira a um alienígena sobrevivente do incidente de Roswell, mundialmente conhecido como a queda de uma nave alienígena na Terra. Essa informação vem apoiar o que é descrito naquele meu artigo referido. Elaboro ainda um complemento acerca da Teoria da Realidade e do Princípio da Certeza.

 

Descreve-se, pois a Teoria dos Jogos como estudando as escolhas de comportamentos óptimos quando o custo e o benefício da cada opção não é fixo, dependendo, sobretudo, das escolhas dos outros indivíduos.

 

Depois, refiro-me ao Princípio da Incerteza de Heisenberg, que indica que não se pode determinar ao mesmo tempo a velocidade e a localização de uma partícula, passando ao chamado Princípio da Certeza, em que há a certeza de não se poder determinar ao mesmo tempo a velocidade e a localização de uma partícula.

I

sso leva-nos, por contraponto à Teoria dos Jogos, em que as escolhas de comportamentos óptimos quando o custo e benefício de cada opção não é fixo, mas dependem das escolhas dos outros indivíduos, à Teoria da Realidade, em que as escolhas de comportamentos óptimos dependem da certeza das escolhas dos outros indivíduos. Temos, pois, em relação ao Princípio da Certeza, a certeza do valor de uma das opções e a certeza da ausência do valor da outra. Psicologicamente, isto levar-nos-ia a uma estabilidade optativa e, quanto à certeza da ausência, levar-nos-ia a um melhor trabalhar da angústia de separação, que é, por exemplo, caracteristicamente associada ao fenómeno borderline. Este melhor trabalhar levaria a nova estabilidade optativa, resultante da resolução da ambivalência.

 

Temos, ainda, a Teoria da Realidade enquanto estratégia evolucionariamente estável, a nível psicológico, no mesmo sentido em que Maynard Smith cunhou a expressão no campo da biologia. Isto seria o seguimento da aplicação da Teoria dos Jogos à biologia, no sentido da compreensão e previsão do desfecho da evolução de certas espécies. Assim, estaremos a falar da previsão da evolução psicológica da espécie humana.

Nesse sentido, algo que poderá muito bem ser o futuro psíquico da Humanidade é o de a mesma estar ligada telepaticamente. Refiro ainda que este tipo de ligação telepática, no interior de uma espécie alienígena, ou entre espécies, parece ser algo comum em várias espécies alienígenas, particularmente evoluídas, como se pode ver, por exemplo, em Sequestro, de John Mack, The Custodians – Beyond Abduction, de Dolores Cannon ou em The Keepers – An Alien Message for the Human Race, de Jim Sparks.

 

Outro fenómeno a enquadrar nesta Teoria da Realidade será a capacidade de viajar no tempo, em que se pode conhecer antecipadamente as acções dos outros indivíduos. Dou o exemplo de um indivíduo, Andrew Basiago, ter tido acesso a um livro que iria escrever no futuro, como ainda de dois futuros presidentes dos E. U. A. terem sido avisados, no passado, de que iriam tornar-se presidentes, no futuro. Temos, pois, outro exemplo estratégico da certeza da escolha de outros indivíduos.

 

Temos, então, a Teoria da Realidade, em que as escolhas de comportamentos óptimos dependem da certeza das escolhas de outros indivíduos, que estará relacionada evolutivamente com uma ligação telepática entre os indivíduos da espécie humana, com aquela certeza garantida por essa ligação e pela capacidade de viajar no tempo.

 

Para o presente artigo, pode dizer-se que este artigo agora resumido vem ser apoiado pelas indicações do livro Alien Interview ( Spencer, 2008 ), que é descrito verbalmente no YouTube. Veja-se o canal do YouTube BackToConstitution, e introduzindo os títulos: Roswell – Alien Interview – The Letter from Mrs. MacElroy; Roswell – Alien Interview – Chapter 1 a Chapter 16; Roswell – Alien Interview – The Mystery of UFOs and Extraterrestrials e ainda Roswell – Alien Interview – Postscript from Mrs. MacElroy. Veja-se directamente a compilação em www.youtube.com/playlist?=PLD2B86237EO454AC1&feature=view_all. Trata-se de uma entrevista feita por uma enfermeira, Matilda O´Donnell MacElroy, a um alienígena sobrevivente do incidente de Roswell. Este incidente, a queda de uma nave alienígena, com recuperação de corpos e de sobreviventes, ou sobrevivente, clarifique-se, deu origem à moderna investigação de ovnilogia, e deu-se em 1947.

 

Tendo em conta o artigo referido, é de notar, com realce, que o alienígena indica, sobremaneira, que ele, e a sua espécie, sentem um certo tipo de entediamento, por conhecerem, saberem, os acontecimentos presentes e futuros, nas linhas temporais. Isto aponta uma certa tendência depressiva nas espécies que têm esse tipo de ligação e capacidade.

 

Ora, dado que eu indico que a Teoria da Realidade baseia-se no conhecimento relativamente assegurado dos acontecimentos presentes e futuros, com a ligação telepática na espécie, e com a capacidade de viajar para o futuro, de viajar no tempo, esta entrevista apoia grandemente aquilo que eu indico como sendo a Teoria da Realidade.

 

Repare-se, que em relação ao Princípio da Certeza e à Teoria da Realidade, como descrito no artigo resumido, fala-se da certeza do valor de uma das opções e a certeza da ausência do valor da outra. Em sequência, e tendo em conta o presente artigo, isso refere-se à certeza de uma das linhas temporais e à certeza da ausência de todas as outras. Isto fortalecerá a estabilidade optativa em cada uma das linhas temporais. Ainda quanto a viagens no tempo, temos, quer em relação a viagens para o passado quer a viagens para o futuro, que o tempo final será considerado como a certeza do valor de uma das opções e que o tempo inicial será considerado como a certeza da ausência do valor da outra, já que ocorreu a viagem no tempo. Esta descrição será mais relativa às viagens no tempo. Quanto a acontecimentos presentes, mais relacionados com a ligação telepática entre seres, é de realçar as descrições alienígenas incluídas no livro de Dolores Cannon, The Custodians – Beyond Abduction  ( 2001 ). Baseando-se na hipnose com sujeitos, ela terá acedido a comunicações telepáticas feitas por entidades extraterrestres. Numa dessas comunicações, a entidade terá dito que nas comunicações telepáticas entre seres com essa capacidade, cada sujeito aprenderá a dar mais relevo a umas comunicações do que a outras, ou a uma comunicação do que a outras. Isto é pertinente, porque temos, precisamente, a certeza do valor de uma das opções e a certeza da ausência do valor da outra, ou outras. A entidade referida explica que é dessa maneira que os seres com capacidade telepática conseguem entender-se melhor.

 

Pelo dito, temos, pois, apoios corroboratórios do artigo inicialmente resumido.

 

 

Bibliografia

 

Cannon, D. ( 2001 ). The Custodians – Beyond Abduction. Ozark Mountain

 

Resende, S. ( 2012 ). Teoria dos Jogos, Teoria da Realidade e evolução psicológica da espécie humana em www.psicologado.com ( proposto a 11/2012 )

 

 

Referências

 

Spencer, L. R. ( 2008 ). Alien Interview. Lawrence R. Spencer

 

www.youtube.com/playlist?=PLD2B86237EO454AC1&feature=view_all

publicado por sergioresende às 09:53
link | comentar | favorito
Terça-feira, 20 de Novembro de 2012

Teoria dos Jogos, Teoria da Realidade e evolução psicológica da espécie humana

Esclarecendo inicialmente características da Teoria dos Jogos, passo aos conceitos de Princípio da Certeza e Teoria da Realidade, apontando no sentido da evolução psicológica da espécie humana.

 

A Teoria dos Jogos realmente desenvolveu-se após a publicação de The Theory of Games and Economic Behavior, de Oskar Morgenstern e John von Neumann, em 1944  [ ver referência da 2ª edição, Morgenstern & von Neumann ( 1947 ) ]. Esse livro considerava jogos cooperativos de diversos jogadores. Sendo inicialmente uma ferramenta para compreender o comportamento económico, a Teoria dos Jogos teve influências em estratégias nucleares, como em diversos campos académicos como ciências políticas, ciências militares, ética, filosofia, jornalismo, ciências da computação ( inteligência artificial e cibernética ) ou como em psicologia. Duas definições possíveis da Teoria dos Jogos são: estudo de modelos matemáticos de conflito e cooperação entre decisores inteligentes e racionais; e ramo da matemática aplicada que estuda situações estratégicas onde jogadores escolhem diferentes acções na tentativa de melhorar o seu retorno. Tomando como um exemplo o Dilema do Prisioneiro, pode dizer-se que, em geral, a Teoria dos Jogos estuda as escolhas de comportamentos óptimos quando o custo e o benefício da cada opção não é fixo, mas depende, sobretudo, da escolha dos outros indivíduos. A 2ª edição de 1947 do livro já referido avança com uma teoria axiomática de utilidade expectável, permitindo matemáticos estatísticos e economistas tratar a tomada de decisão sob incerteza.

 

Referira-mo-nos agora ao Princípio da Incerteza de Heisenberg, com a influência que isso tem a nível psicológico, em que o mesmo indica que não se pode determinar ao mesmo tempo a velocidade e a localização de uma partícula.

 

Desenvolvamos agora o chamado Princípio da Certeza, em que há a certeza de não se poder determinar ao mesmo tempo a velocidade e a localização de uma partícula. Ou seja, quanto mais forte for o Princípio da Incerteza mais forte é o Princípio da Certeza.

 

Isso leva-nos, por contraponto à Teoria dos Jogos, em que as escolhas de comportamentos óptimos quando o custo e benefício de cada opção não é fixo, mas dependem das escolhas dos outros indivíduos, à Teoria da Realidade, em que as escolhas de comportamentos óptimos dependem da certeza das escolhas dos outros indivíduos. Explicando melhor, em relação ao Princípio da Certeza, ter-se-à a certeza do valor de uma das opções e a certeza da ausência do valor da outra. Isto, psicologicamente, levar-nos-ia a uma estabilidade optativa, e quanto à certeza da ausência, levar-nos-ia a um melhor trabalhar da angústia de separação, que é, por exemplo, caracteristicamente associada ao fenómeno borderline. Este melhor trabalhar, por seu turno, levaria a nova estabilidade optativa, resultante da resolução da ambivalência.

 

O Princípio da Certeza, e principalmente a Teoria da Realidade, poderiam ser consideradas como evolução em relação àquilo que se pode dizer do que há de jogo na Teoria dos Jogos. Ou seja, psicologicamente, iríamos como do Princípio do Prazer para o Princípio da Realidade, eventualmente mais maduro emocionalmente. Iríamos, pois, do prazer na realidade para uma realidade com prazer.

 

Para mais, a Teoria da Realidade aponta para o alcance, ou para o aproximar, daquilo a que Bion ( Symington & Symington, 1999 ) chamou realidade última, a nível mental, ou a coisa-em-si-mesma.

 

Em relação a esta realidade última, ter-se-à em consideração a Teoria da Realidade enquanto estratégia evolucionariamente estável, a nível psicológico, no mesmo sentido em que Maynard Smith [ ver referência, Maynard Smith ( 1982 ) ] cunhou a expressão no campo da biologia. Isto seria o seguimento da aplicação da Teoria dos Jogos à biologia, no sentido da compreensão e previsão do desfecho da evolução de certas espécies. Assim, estaremos a falar da previsão da evolução psicológica, em particular, da espécie humana.

 

Neste campo, gostava de referir-me à exopsicologia, que defino em Exopsicologia: uma nova área de estudo ( Resende, 2009 ), como o estudo da relação e funcionamento psicológico, psíquico, entre seres humanos e entidades e/ou seres extraterrestres e/ou alienígenas. Isto para indicar algo que poderá muito bem ser o futuro psíquico da Humanidade, que é o de a mesma estar ligada telepaticamente. Este tipo de ligação telepática, no interior de uma espécie alienígena, ou intra-espécie, havendo também capacidade de comunicar desse modo com outras espécies como a humana, parece ser algo comum em várias espécies alienígenas, particularmente evoluídas, que terão tido contacto com seres humanos na Terra. Exemplos dessas ligações telepáticas, e desses contactos, poderão ser encontrados em Sequestro ( Mack, 1994 ), The Custodians – Beyond Abduction ( Cannon, 2001 ) ou em The Keepers – An Alien Message for the Human Race ( Sparks, 2006 ).

 

Outro fenómeno a enquadrar nesta Teoria da Realidade será a capacidade de viajar no tempo, em que se pode conhecer antecipadamente as acções dos outros indivíduos. Há indícios que, por exemplo, os Estados-Unidos têm essa capacidade. Ver, por exemplo, em www.exopolitics.com o caso de Andrew Basiago, em que no passado terá tido acesso a um livro que iria escrever no futuro, havendo Departamentos estado-unidenses, portanto, que tiveram acesso a esse livro, que só iria ser escrito no futuro, tendo viajado para o passado, portanto, e que, no caso, apontava evidências da existência de vida em Marte. Há também relatos de que um Departamento estado-unidense terá avisado, no passado, pelo menos, dois futuros presidentes da nação, de que iriam tornar-se presidentes, no futuro,  e que, no caso, tratava-se de Bill Clinton e de Barack Obama. Temos, pois, outro exemplo estratégico da certeza da escolha de outros indivíduos.

 

Teremos, então, que a Teoria da Realidade, em que as escolhas de comportamentos óptimos dependem da certeza das escolhas de outros indivíduos, o que estará relacionado evolutivamente com uma ligação telepática entre os indivíduos da espécie humana, com aquela certeza garantida, particularmente, por essa ligação, e com a capacidade de viajar no tempo, levar-nos-ia, então, mais próximo da realidade última Bioniana.

 

 

 

Bibliografia

 

Cannon, D. ( 2001 ). The Custodians – Beyond Abduction. Ozark Mountain Publishers

 

Mack, J. E. ( 1994 ). Sequestro ( tradução portuguesa ). Lisboa: Temas da Actualidade, D. L.

 

Resende, S. ( 2009 ). Exopsicologia: uma nova área de estudo em www.redepsi.com.br, na secção Artigos/Teorias e Sistemas no Campo Psi em 27/07/2009

 

Sparks, J. ( 2006 ). The Keepers – An Alien Message for the Human Race. Wild Flower Press

 

Symington, J. & Symington, N. ( 1999 ). O pensamento clínico de Wilfred Bion. Climepsi Editores

 

Referências

 

Maynard Smith, J. ( 1982 ). Evolution and the Theory of Games. Cambridge University Press

 

Morgenstern, O. & von Neumann, J. ( 1947 ). The Theory of Games and Economic Behavior. Princeton University Press

 

www.exopolitics.com

publicado por sergioresende às 12:44
link | comentar | favorito

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Outubro 2015

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3

4
5
6
7
8
9
10

12
13
14
15
16
17

18
19
20
21
22
23
24

25
26
27
28
29
30
31


.posts recentes

. Psitrões enquanto base do...

. Complemento a Teoria dos ...

. Teoria dos Jogos, Teoria ...

.arquivos

. Outubro 2015

. Setembro 2015

. Janeiro 2015

. Novembro 2014

. Outubro 2014

. Setembro 2014

. Agosto 2014

. Julho 2014

. Maio 2014

. Abril 2014

. Março 2014

. Janeiro 2014

. Dezembro 2013

. Novembro 2013

. Outubro 2013

. Setembro 2013

. Agosto 2013

. Julho 2013

. Junho 2013

. Maio 2013

. Abril 2013

. Março 2013

. Janeiro 2013

. Dezembro 2012

. Novembro 2012

. Setembro 2012

. Junho 2012

. Maio 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2012

. Janeiro 2012

. Novembro 2011

. Outubro 2011

. Agosto 2011

. Julho 2011

. Março 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Outubro 2008

. Setembro 2008

. Março 2008

. Dezembro 2007

. Junho 2007

. Maio 2007

. Abril 2007

. Março 2007

. Fevereiro 2007

. Janeiro 2007

. Dezembro 2006

.tags

. todas as tags

blogs SAPO

.subscrever feeds