Quarta-feira, 2 de Outubro de 2013

Exopsicologia e contacto extraterrestre enquanto relacionados com técnicas desestruturantes e (re)estruturantes

Resumindo inicialmente o meu artigo Exopsicologia e contacto extraterrestre                 ( Resende, 2013 ), em que abordo um processo psicológico humano envolvido no contacto extraterrestre, relaciono-o posteriormente com características envolvidas nas técnicas psicoterapêuticas desestruturantes e (re)estruturantes.

 

Assim, naquele artigo avanço que é na inveja do clitóris, com suas características subcompensatórias, e particularmente com tentativa de diminuição narcísica e renúncia da identidade, é que está a associação com o contacto extraterrestre aberto e global, já que no mesmo haverá contacto com raças alienígenas mais evoluídas, mentalmente, espiritualmente, intelectualmente e tecnologicamente.

 

Aquela diminuição narcísica nos elementos da Humanidade, e a renúncia da identidade, serão necessárias para a mudança radical de paradigma e de perspectiva da Humanidade perante si própria e o restante Universo, no contexto do contacto extraterrestre aberto e global.

 

O contexto exopsicológico mais preciso está na alegada intenção da sociedade do Universo em reintegrar a Humanidade com o restante Universo, utilizando o processo psicológico descrito, em particular, diminuição narcísica da identidade humana pré-contacto e com renúncia de identidade, para que haja a possibilidade de mudança identitária radical e paradigmática.

 

É de considerar agora, para o presente artigo, características das técnicas psicoterapêuticas desestruturantes e (re)estruturantes, que se relacionam de algum modo com os aspectos descritos acerca do contacto humano com extraterrestres. Assim, esse contacto envolverá essas técnicas referidas, como se pode perceber de seguida.

 

Na desestruturação, há a confrontação do indivíduo com contradições e inconsistências deste, podendo colocar em causa os seus pressupostos mais implícitos, em que o indivíduo, questionando-se, aprende a melhor relacionar-se consigo próprio, com aquilo que ele é no seu interior. Para além disso, tomando como exemplo a tendência desestruturante da técnica de Jung ( 1988 ), o mesmo indica que visa produzir um estado psíquico, em que o indivíduo começa a fazer experiências com o seu ser, em que nada mais é definitivo, nem petrificado, pretendendo-se produzir uma mudança no indivíduo, a partir do colocar em causa do ser. Também referindo-se às concepções Junguianas, Kaufman ( Corsini et al., 1979 ) indica que a desestruturação tem a sua presença pela dolorosidade que o processo poderá acarretar. Ainda para Jung ( 1988 ), é necessário produzir uma mudança na compreensão do significado dos momentos eficazes, pretendendo-se a compreensão da relação desses momentos com algo que está para além do nível pessoal, estando, portanto, ao nível transpessoal. É de indicar, para mais, quanto aos aspectos dolorosos já referidos, que os mesmos estarão implícitos no contacto extraterrestre aberto e global, em que esse contacto, no contexto, constituir-se-à enquanto ferida narcísica da Humanidade.

 

Quanto à estruturação ou reestruturação da personalidade, indique-se as fases psicoterapêuticas Junguianas da educação e da transformação, em que, com referência a uma evolução deficiente do indivíduo, que remonta, em geral, à infância, se tenta alcançar as origens dessa “ evolução “, através, particularmente, do esclarecimento da transferência, partindo-se depois para a (re)educação e transformação da personalidade, com o caminhar para o auto-aperfeiçoamento e para uma vivência mais plena e autónoma da vida. É de realçar, quanto à reestruturação, que a mesma relaciona-se com a mudança radical de paradigma, já referida quanto ao contacto extraterrestre, após a desestruturação, ou mais precisamente, com a aquisição de novo paradigma, após o contacto. Ainda quanto à técnica (re)estruturante, é de dizer que para preparar a remodelação, aponta-se para a destruição das significações perturbantes, em que essas significações são utilizadas para estruturar, pelo direcionamento para fora do impasse psíquico. É de destacar, para mais, neste encaminhamento, o aspecto criativo do inconsciente colectivo, que indica novas direcções e significações para o indivíduo, fortalecendo também a mudança da atitude consciente do indivíduo, em que as forças criativas do inconsciente direccionarão o sistema psíquico.

 

Vê-se, pois, como as técnicas desestruturantes e (re)estruturantes se relacionam com o que estará implícito no contacto dos humanos, aberto e global, com extraterrestres.

 

 

Bibliografia

 

Corsini et al. ( 1979 ). Analytical Psychotherapy in Current Psychotherapies ( 2nd ed. ). Itasca : F. E. Peacocock

 

Jung, C. G. ( 1988 ). A prática da psicoterapia ( trad. port. ). In Obras Completas de C. G. Jung, Vol. XVI. Petrópolis: Editora Vozes

 

Resende, S. ( 2013 ). Exopsicologia e contacto extraterrestre em www.psicologado.com ( proposto a 06/2013 )

publicado por sergioresende às 11:37
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